segunda-feira, 20 de maio de 2013

GOLDEN FOUR SP


          Se tudo der certo, meu sub-1h35 na meia maratona já tem data, hora e local: Golden Four – Etapa São Paulo, no dia 28/07/2013, com largada às sete da matina! Além disso, posso também concluir o Desafio CR-Asics 2013 com um sub-1h40 e assim, já sair de SP com a camisa comemorativa do evento!
Acabei de confirmar minha inscrição para realizar mais dois dos meus objetivos do ano com a corrida: o primeiro, que é correr uma meia maratona abaixo de 1h35´ e o segundo que é correr minha primeira prova oficial fora de Belo Horizonte.
           Curiosamente, a única vez que corri fora de Belo Horizonte também foi em São Paulo, quando corri a prova de 25km na Maratona de São Paulo do ano passado, entretanto essa não contou, pois eu corri com o pessoal do Centro de Diabetes de Belo Horizonte apenas como escolta de alguns atletas.
       Agora é terminar os preparativos. Hotel, passagens de avião, etc... E seguir firme nos treinos! Ansiedade a mil! Bons treinos a todos!

PROVA: CIRCUITO ADIDAS INVERNO (5km)


            Ontem, dia 19/05/2013 aconteceu a Etapa Inverno do Circuito das Estações Adidas de Belo Horizonte. No dia 10/03/2013, corri a Etapa Outono desse circuito dizendo que seria minha despedida dos 5km nesse ano, entretanto após conseguir meu recorde na distância (20:56) resolvi pensar a respeito e tentar conseguir um sub-20 nos 5km. Esse seria o primeiro passo para correr os 10km sub-40 e posteriormente completar a meia maratona abaixo de 1h35´. Essas eram as três principais metas desse ano. Resolvi então, correr as quatro edições da Adidas na distância de 5km, com o objetivo de acompanhar minha evolução na distância, mesmo tendo como foco as provas de 10 e 21km.
         O mês de maio tem sido um mês atípico para mim. Geralmente, corro uma ou duas provas por mês. Com isso é possível treinar e me recuperar adequadamente para competir sempre nas melhores condições possíveis. A ideia para o mês de maio, era correr os 5km da Adidas e os 10km da Caixa, nos dias 19/05 e 26/05, respectivamente. Dessa forma, eu poderia tentar o sub-20 nos 5km e poderia me aproximar mais um pouco do sub-40 nos 10km. Entretanto, acabei me inscrevendo também na Corrida do Cruzeiro (01/05) com o objetivo de disputar uma premiação por categoria (fiquei com o 1º da categoria, mas ainda não levei) e me inscrevi nos 20,02km do Circuito SESC (12/05) com o objetivo de fazer um “simulado” para os 21km, já que eu nunca havia competido uma prova oficial (devidamente inscrito!) acima de 10km.
            Os 20,02km do Circuito SESC, quase foram um tiro no pé para meu objetivo. Corri a prova semana passada em 01:31:03, tempo excelente que me deixou tranquilo para tentar o sub-1h35 na meia maratona, entretanto passei a semana toda sentindo muito cansaço e fazendo apenas treinos leves.
    Cheguei ontem para correr a Adidas ainda sentindo as pernas um pouco pesadas do somatório prova + treinos da semana e durante o aquecimento pensei em apenas me aproximar do meu recorde de 20:56 nos 5km. Estaria satisfeito se conseguisse correr abaixo de 21:00. Resolvi iniciar a prova com uma estratégia diferente: geralmente começo num ritmo confortável e, ao longo da prova vou encontrando meu ritmo certo, mas dessa vez resolvi começar forte e ver no que dava. Eu não tinha nada a perder. Se conseguisse me manter, terminaria bem a prova (e estava preparado fisicamente, para correr forte), caso contrário, meu recorde não seria batido e aí não me interessava se eu faria 21:00, 23:00 ou 25:00 (caso quebrasse no meio da prova).
    Corri o km1 em 3:53 e sem me sentir muito cansado, apesar das pernas estarem sentindo um pouco. No km2, gastei 4:09, mas estava me sentindo bem e comecei a acreditar num possível recorde. Quando virei o km3 com 3:58 e ainda com fôlego, sabia que conseguiria manter o ritmo até o final e comecei a acreditar num sub-20. Fiz o km4 em 3:53 e com o tempo total de aproximadamente 15:53, eu tinha 4:09 para correr o último km e fechar abaixo de 20:00. A estratégia deu certo, e ainda tive motivação e fôlego para um sprint nos últimos 300m, com direito a ultrapassar 5 competidores nos últimos metros da prova. Resultado, fechei o último km com um 3:47 e a prova com 19:40 (Tempo oficial de 19:41).
   Terminei a prova muito cansado, mas extremamente feliz! Pela primeira vez na vida, corri uma prova num ritmo abaixo de 4:00/km. Além disso, consegui concluir o primeiro dos três objetivos do ano, o sub-20 nos 5km. Faltam o sub-40 nos 10km e o sub-1h35 na meia. Além disso, fiquei com o 3° lugar na categoria 20-24 anos, o que me coloca de vez na “Elite” da minha categoria em Belo Horizonte (nas últimas três provas que corri na categoria 20-24 anos, consegui dois 1º lugares e um 3º) e fiquei com o 21º lugar no geral, minha melhor classificação em um prova até hoje!
   A expectativa para os 10km no Circuito Caixa, semana que vem é muito boa: pretendo estar mais descansado para a prova e espero conseguir mais um pódio na categoria. Essa prova irá premiar os três primeiros de cada categoria, e espero estar entre os 3 na categoria 20-24 anos. Espero também, um novo recorde na distância. Acredito ser possível, caso esteja num dia bom, correr os 10km próximo de 41:00. Bons treinos a todos!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

PROVA: CIRCUITO SESC (20,02km)


           No último domingo, dia 12/05/2013, dia das mães aconteceu a 5ª etapa do Circuito SESC Corra Pro Hexa. Esse circuito criou uma etapa em homenagem a cada título mundial da nossa seleção. As três primeiras etapas ocorreram no ano passado, com os percursos de 5,8km, 6,2km e 7,0km. Homenagem aos anos de 1958, 1962 e 1970, quando o Brasil levantou os canecos dessas copas do mundo. No início do ano, corri minha primeira prova desse circuito: os 9,4km referentes ao título de 1994. Como postado neste blog, minha viagem para os EUA me atrapalhou um pouco nessa prova.
              Dessa vez a prova seria dura: 20,02km em homenagem ao título de 2002, onde Ronaldo, Rivaldo e toda a família Scolari deram um show. Havia a possibilidade também de correr a prova em esquema de revezamento. A prova seria em dupla e cada dupla correria 10,01km. Optei por correr os 20,02km.
              A meta era correr a prova com algo próximo de 01:40:00, já que fiquei parado por 10 dias, graças à dengue e havia voltado a treinar fazia pouco mais de uma semana. A prova seria a 2ª maior distância que eu já corri em toda minha vida. A maior foi a prova de 25km, na Maratona de São Paulo 2012, onde corri com o pessoal do Centro de Diabetes de Belo Horizonte como escolta de alguns atletas. Se eu considerar que parei no km 15 dessa prova para ir ao banheiro e também a cada 5km para que os atletas diabéticos medissem a glicemia, os 20,02km do Circuito SESC seriam a maior distância que já percorri sem parar até hoje!
              A largada da prova aconteceu às 07:30, com uma temperatura de 15°C, o que eu achei ótimo, pois no final da prova o sol já estava muito forte. Se a largada tivesse sido às 08:00, seria complicado chegar no final da prova. Além disso, a organização estava muito boa! Todo o percurso estava bem sinalizado, apesar de algumas placas da distância estarem posicionadas erradamente (a placa do km3 estava na marca dos 2,5km, aproximadamente) e havia muitos postos de hidratação, alguns até com isotônicos.
            Comecei prova num ritmo confortável, para não correr o risco de quebrar na prova. Estava num ritmo de aproximadamente 4:45/km e assim fiquei até o km 8, onde acelerei um pouquinho, já que estava bem inteiro. Virei os primeiros 10km com o tempo de 46:42, me sentindo bem, mas com as pernas um pouco cansadas. A ideia era fazer os 10km finais mais forte que os primeiros. E assim acelerei um pouco e fiquei na faixa dos 4:30/km até o km 15. Daí para frente eu vi que se aumentasse um pouco o ritmo, poderia fechar abaixo de 01:30:00, o que seria excelente para mim. Tentei puxar um pouco, e fiquei na faixa de uns 4:15/km, mas no km 17, minhas pernas pediram clemência e eu não aguentei manter o ritmo. Cheguei a cair para 4:50/km, mas consegui voltar a correr perto de 4:30/km até o final da prova. Cheguei com o tempo de 01:30:50 (Não oficial). Achei excelente, já que não estava esperando fazer um tempo assim agora, devido às circunstâncias.
             Agora é seguir treinando forte que está chegando a hora de correr para valer. Ainda não defini qual será a Meia Maratona que vou correr no lugar da Meia de BH, que seria no dia 09/06/2013, mas foi adiada para o dia 25/08/2013 devido à Copa das Confederações que acontecerá no mês de junho. Estou pensando em correr a Golden Four de SP, no dia 28/07/2013 ou a própria Meia de BH, em agosto. Quem sabe? Por enquanto, sigo treinando. Bons treinos a todos!

ACESSÓRIOS: FREQUENCÍMETRO E GPS


           
                 Depois de um tempo, estou retomando a série que iniciei sobre acessórios de corrida. Na publicação “Acessórios de Corrida”, no dia 01/04/2013, dividi os acessórios em duas categorias: os essenciais e os não obrigatórios. Na categoria “essenciais”, o cronometro, os tênis e os shorts/calças já foram falados. Agora vou começar a falar a respeito dos não obrigatórios. Resolvi iniciar com dois acessórios que a maioria dos corredores (e eu me incluo nessa) utiliza nos treinos e competições: o frequencímetro, ou medidor de frequência cardíaca e o GPS. A maioria dos corredores utiliza pelo menos um desses dois itens e muitos utilizam os dois.
           Eu, particularmente, até o ano passado utilizava apenas o frequencímetro. Enquanto corria eu gostava de ter uma noção de como andava minha frequência cardíaca (FC). Entretanto, chegou num ponto onde eu praticamente já sabia como minha FC se comportaria em cada situação de treino/competição. Acompanhar a FC para mim se tornou algo sem muito sentido. Muitos treinadores prescrevem treinos com base no percentual da FC máxima, que geralmente é estimada pela idade do sujeito (o famoso 220-idade, ou outras equações que também são utilizadas). É muito comum eu ver planilhas que colocam a intensidade do treino em percentual da FC ao invés da velocidade (ex.: Corra 5km a 70% da FC máxima), o que, em minha opinião é um problema, pois dessa forma a prescrição do treinamento se torna generalizada uma vez que a FC apresenta um comportamento muito diferente para cada indivíduo.
O problema em si, não é o fato de se utilizar 60, 70 ou 80% da FC. O problema é a forma como geralmente estimamos a FC. A utilização de equações, como o 220-idade, na maioria das vezes não condiz com a real situação de cada indivíduo. Vou utilizar como exemplo a minha pessoa. Se considerarmos a equação 220-idade para estimar minha FC máxima, vamos chegar a um valor de 197 bpm (220-23 anos = 197). Entretanto, em mais de um ano utilizando o frequencímetro para correr e jogar futebol, minha FC nunca passou de 185. Mesmo dando meu máximo muitas vezes (em provas, partidas de futebol mais “disputadas” e até mesmo em testes de laboratório), minha FC não atingiu o máximo. Provavelmente ela nunca chegará a esse valor de 197 bpm. Agora vamos fazer umas contas:
Se minha FC estimada é 197, e meu treinador me manda correr a 80% dela, a FC esperada para meu treino seria de aproximadamente 158 bpm. Entretanto, se consideramos minha FC máxima REAL de 185, a intensidade do treino deveria ser de 148 bpm. Isso quer dizer que toda vez que meu treinador me manda correr a 80% da minha FC máxima e eu corro a 158 bpm, na verdade eu estou correndo a aproximadamente 85% da FC máxima, ou seja, estarei correndo sempre mais intensamente do que deveria, e isso em longo prazo, pode me gerar lesões ou até mesmo um estado de overtraining. Da mesma forma, é comum vermos o contrário. Por exemplo, eu tenho um aluno na academia onde trabalho, que com aproximadamente 40 anos, possui uma FC máxima de mais de 200. Ou seja, se eu considerar a máxima de 180 bpm (220-40 anos), todos os treinos dele ficarão abaixo da sua capacidade e talvez ele não alcance seus objetivos.
No fim das contas, o que eu quero dizer não é que sou contra a utilização do monitor de FC. Na verdade, eu sou contra a FORMA como ele é utilizado, pois na grande maioria das vezes a FC é utilizada da mesma forma para todas as pessoas sem considerar as diferenças individuais que cada indivíduo apresenta.
Poderia escrever mais umas duas ou três publicações apenas falando sobre a FC, mas vou continuar com o tema dessa postagem. Agora, o GPS. Na minha viagem aos EUA, em janeiro desse ano, comprei meu primeiro GPS: um Nike Sportswatch. Particularmente, estou achando um acessório extremamente útil, por dois motivos. Em primeiro lugar porque me permite correr em qualquer lugar, sem que seja necessário eu conhecer o percurso que estou correndo. Em segundo lugar, porque a Nike possui uma página online onde é possível baixar seus treinos para o computador e ter acesso a informações interessantes como o seu volume semanal, ritmo médio nos treinos, altimetria e velocidade em cada ponto do seu percurso entre muitas outras informações.
Apesar de o GPS não ser considerado por mim um acessório essencial, já que o controle do ritmo do treino pode ser feito com um cronometro simples, ele proporciona uma facilidade muito grande para o controle dos treinos. Um ponto contra para o GPS é que às vezes há alguns problemas técnicos, como ausência de sinal. O pior dos problemas para mim é a pouca sensibilidade do relógio a variações de velocidade. Em treinos intervalados, por exemplo, os finais de cada tiro e início dos próximos são problemáticos, pois a variação repentina de velocidade é atualizada mais lentamente pelo GPS e assim, você perde segundos preciosos nos momentos de retomada e nos de recuperação (se eu saio de uma caminhada de 6km/h para um tiro de 15km/h, ele demora uns 20 segundos ou mais para chegar nos 15km/h). Por isso, geralmente eu não me preocupo com a velocidade que está sendo mostrada pelo GPS. Sempre me mantenho atendo ao tempo e à distância e assim, faço as contas na cabeça. Por exemplo, se um tiro de 1000m a 15km/h tem que durar quatro minutos, mesmo com o GPS, acompanho o tempo do cronômetro para ficar o mais preciso possível (100m a cada 24s). Para mim o melhor do GPS é ter a distância percorrida a um olhar de distância.
Espero que a publicação seja útil para quem está na dúvida sobre esses acessórios. Bons treinos a todos!

terça-feira, 7 de maio de 2013

STAND BY


                “Stand By” é uma palavra inglesa que significa DE PRONTIDÃO, DE SOBREAVISO ou A ESPERA. Em aparelhos eletrônicos, estar em stand by significa que ele está ligado, mas não está sendo utilizado, com o objetivo de economizar bateria ou energia elétrica. O aparelho continua funcionando, porém com o consumo de energia diminuído.
                Hoje, estão completando exatamente duas semanas que eu comecei a sentir os sintomas da dengue que me pegou. Além de ficar uma semana completamente sem treinar, voltei na semana passada na função “stand by”. É incrível a capacidade que a dengue tem que nos derrubar! Voltei a treinar na terça-feira, dia 30/04/13 e corri 5km em 25:54. Um treino leve, já que no outro dia eu iria correr a Corrida do Cruzeiro.
                     No dia 01/05/13, cheguei à Toca da Raposa I, onde seria a largada da prova, faltando apenas 20 minutos para a largada (algo fora do comum para mim) e admito que só fui correr porque já havia pago a inscrição da prova. A vontade era zero! Parecia que meu corpo ainda estava economizando energia. Corri os 5km em 22:07, com muita dificuldade, mas acho que a queda no desempenho foi mais psicológica do que física. Depois dessa prova, só voltei a correr no domingo, dia 05/05/13 em outra prova de 5km na Praça JK (Corrida SICEPOT) e apenas para acompanhar uma amiga. Corri mais 5km, dessa vez em 35:25.
               Hoje, finalmente acho que liguei o botão “Power”. Cheguei à Pampulha para treinar ainda um pouco desanimado com a pioria no rendimento, mas assim que comecei o treino, tudo mudou! Foram 15 minutos leve (5:30/km) + 20 minutos no ritmo que planejo correr os 20km do Circuito SESC, no dia 12/05/13 (entre 4:50 e 5:00/km) + 15 minutos no meu ritmo de 10km (entre 4:10 e 4:20/km) + 15 minutos leve para recuperar (5:30/km). Completei o treino com um total de 13km em 01:04:45 e me sentindo muito bem e inteiro! Esse ritmo ainda não é o mesmo que eu estava antes de parar, mas já está bem próximo. Acredito que até o dia 26/05/13, quando vou correr os 10km do Circuito Caixa atrás de um novo recorde, vou estar preparado para chegar mais perto do tão sonhado sub-40 na distância.
                    No próximo post, pretendo retomar a série sobre acessórios de corrida. Como diria o saudoso Adílson Batista, ex-treinador do Cruzeiro, “vamos aguardar”. Bons treinos à todos!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

PARADA OBRIGATÓRIA


                Na minha última publicação, no dia 15/04/13, escrevi sobre meu recorde nos 10km batido na Eco Run. Estava extremamente motivado e esperando chegar ao mês de maio pronto para conseguir o tão esperado sub-20 nos 5km. Entretanto, os últimos dias não foram muito bons para mim. O meu último treino foi no dia 18/04/13, no Parque Municipal, quando eu senti uma leve fisgada na panturrilha direita e resolvi descansar as pernas no final de semana.
                Sem nenhuma dor, estava preparado para voltar a treinar na terça-feira (23/04), mas acordei sentindo muitas dores no corpo e febre. Na quarta-feira decidi ir ao hospital e descobri que estou com dengue. Estou em casa, de atestado médico desde então e ainda sentindo algumas dores no corpo, apesar da febre estar baixa. Ter que parar é sempre ruim, mas às vezes, mais do que necessário é obrigatório. É importante que eu me recupere o mais rápido e da melhor forma possível para que eu possa literalmente correr atrás do tempo perdido. Espero que na próxima terça-feira eu já esteja pronto para retornar aos treinos. Minhas próximas provas importantes serão a Adidas Inverno (5km), no dia 19/05 e o Circuito Caixa (10km), no dia 26/05. Espero que até lá eu consiga recuperar um pouco do tempo perdido. Bons treinos à todos!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

PROVA: ECO RUN (10km)


              Dia 14/04/2013, marco 0 da Lagoa da Pampulha. O dia era um pouco frio, mas não chovia como choveu ao longo da semana. Nesse clima, cheguei às 06:30 para a retirada do chip de identificação para correr a Etapa BH da Eco Run. Seria minha primeira prova de 10km no ano (houve um 9,4km no Circuito SESC) e curiosamente, enquanto escrevia o post, percebi que minha última prova dessa distância foi a Ragga Night Run, dia 11/08/2012, onde eu consegui um 44:07 (meu recorde pessoal até ontem).

             Meu objetivo era fazer meu melhor tempo nos 10km e eu praticamente tinha certeza de que isso iria acontecer. Só restava saber quanto tempo eu iria baixar no meu recorde. O percurso seria difícil. Haveria uma subida, seguida de um trecho de rua de calçamento no km2 (o mesmo que eu enfrentei no Circuito do Sol, no início do ano). Optei por fazer os primeiros 5km de forma segura para tentar completar a prova com um tempo entre 43:00 e 44:00. Nessa parte, em vários momentos tive que me segurar, com medo de puxar demais e não conseguir manter o ritmo. Tentei ficar perto dos 4:30/km e quando passei pelos 5km com 21:33 (1 minuto mais rápido que os 22:30 previstos) e me sentindo muito bem, já sabia que o recorde seria batido, restava saber o quanto eu conseguiria baixar. Comecei então, uma nova prova de 5km. Corri os km6 e 7 com um ritmo de 4:15/km e no km8 deixei cair para 4:25/km para poder forçar nos dois últimos. Assim que passei pelo km8, eu estava sobrando na prova e resolvi buscar um tempo melhor que o esperado. Acelerei consideravelmente e passei os km9 e 10 com ritmos de 4:00/km e 3:55/km. Resultado: um incrível e inesperado 42:30, com direito ao 1º lugar na categoria masculino de 20 a 24 anos e um 29º lugar geral.
             A menos de dois meses atrás (no dia 24/02/2013) corri os 9,4km do Circuito SESC em 44:47 e agora conseguir correr 10km em 42:30 me deixou extremamente feliz e me dá ainda mais confiança e motivação para buscar um sub-20 nos 5km e um sub-40 nos 10km. O ano de 2013 está começando muito bem para mim: não estou mais sentindo dores no calcanhar (parece que me recuperei de vez da tendinite), estou conseguindo treinar com uma boa frequência e os resultados estão aparecendo (corri duas provas de 5km e uma prova de 10km esse ano e nas três eu bati meu recorde pessoal).
              No dia 07/03/2013, escrevi uma publicação dizendo que não pretendia correr provas de 5km mais nesse ano, mas tendo em vista os resultados obtidos, vou reconsiderar a ideia de correr eventualmente uma prova de 5km para buscar meu cada vez mais próximo sub-20. Mesmo assim, reafirmo que meu objetivo principal ainda é correr uma meia maratona em 01:35:00.
                A Eco Run foi uma prova realmente especial para mim: além de ter conseguido um tempo incrível, a prova ainda me deu mais um presente: meu aluno, Walter Ladeira também bateu seu recorde pessoal nos 10km. Foi de um 54:10 para um 52:00 com menos de um mês de treinamento. Ele tinha um objetivo de correr a meia do RJ (07/07/2013) em 02:06:36 e agora reajustamos o objetivo para correr em 01:56:00. No próximo post, volto a falar dos acessórios de corrida. Agora é manter o foco nos treinamentos! Bons treinos a todos!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

ACESSÓRIOS: TÊNIS E SHORTS/CALÇAS


                Hoje, pretendo falar dos outros dois acessórios que considero essenciais para o treinamento de corrida: tênis e os shorts ou calças. Pretendo iniciar falando dos shorts, pois o “tênis” talvez seja o mais controverso dos acessórios que eu listei anteriormente para a corrida e assim, espero gastar mais linhas com esse tema.
                 Os shorts ou calças feitos para corredores são em minha opinião, acessórios essenciais para o treinamento de corrida. Muitas vezes, vejo pessoas correndo na rua com bermudas longas ou de tecido muito grosso e às vezes até shorts jeans.  Eu, particularmente, gosto de utilizar shorts mais curtos (acima do joelho) e bem leves. E acredito que isso faça sim, muita diferença! Quando comecei a correr, corria muito com shorts maiores e mais largos e isso me incomodava muito, primeiro porque muitas vezes limitava meus movimentos da perna e segundo porque sempre que eu terminava uma corrida mais longa, eu estava com aquelas assaduras na parte interna das coxas.
                Depois que eu comecei a utilizar shorts menores, percebi a enorme diferença que uma roupa adequada faz na prática de atividades físicas. Até hoje, nunca corri utilizando uma calça (já vi muitos corredores com aquelas calças apertadas, próprias para corrida), mas acredito que para quem treina em locais mais frios (o que não é o meu caso) elas sejam bem úteis. Também não citei as camisas como acessórios essenciais de corrida. Isso de deve ao fato de eu acreditar que é possível para mim, correr sem camisa. Na grande maioria das vezes, utilizo camisas para correr, mas não acredito que seja um acessório indispensável. Obviamente, procuro utilizar camisas leves (geralmente utilizo as camisas de corridas passadas), evitando blusas muito pesadas e/ou grandes.
                Quanto aos tênis, para mim é simplesmente impossível pensar em treinamento de corrida sem a utilização de tênis adequados. Não estou dizendo que é uma pessoa que corre descalça ou com tênis inapropriados não irá atingir bons resultados ou vai sofrer lesões. Estou dizendo que eu não consigo correr de forma adequada sem utilizar um bom tênis. A única vez que tentei correr descalço, meu treino não durou sequer 10 minutos e parei com dores no calcanhar e sola do pé.
                O que já li por aí, é que um tênis de corrida dura em média uns 500 a 700 km. Isso varia de acordo com o peso do atleta, o tipo de pisada, a intensidade dos treinos, o terreno em que se treina, entre outros fatores. Muitos especialistas recomendam ao corredor ter dois pares de tênis para que possa ir alternando esses pares ao longo dos treinos e provas. Isso se deve ao fato de que os tênis precisam de um tempo para recuperar sua capacidade de absorver impactos após um treino mais longo. Além disso, quando se compra tênis novos, o ideal é que os utilize de forma gradual, alternando com o par antigo para ir acostumando ao novo calçado. Não é recomendado estrear um tênis novo em uma prova ou um treino mais longo e/ou pesado.
                No final do ano passado, sofri com uma tendinite no tendão calcâneo direito (conhecido por tendão de Aquiles). Após me recuperar e conversar com uma amiga fisioterapeuta, ela me sugeriu comprar sempre tênis que sejam mais altos na parte do calcanhar e que possuam um solado grosso, principalmente na sua parte interna. Curiosamente, na época em que me lesionei, estava treinando com um tênis mais leve e com o solado fino. Eu estava gostando do tênis, mas coincidência ou não, acabei me machucando nesse período. Atualmente, estou treinando com tênis mais pesados e com mais amortecimento e por enquanto, nem sombra de lesões! Que assim seja!
                Falando um pouco de marcas e modelos, eu sou um grande fã dos tênis da Asics. Estou no meu terceiro tênis Asics, desde que comecei a correr e indico sempre para meus alunos. Os tênis da Asics são muito macios e possuem um bom amortecimento. Na minha viagem aos EUA, comprei um Mizuno Wave Creation 14, que ainda não utilizei. Nunca tive um Mizuno antes, mas todos os corredores que conheço possuem esses tênis gostam muito e indicam para outras pessoas. Já ouvi dizer que eles são um pouco mais “duros” que os Asics, mas isso não é necessariamente ruim. Claro que há muitas outras marcas como a Nike, Adidas e outras menos conhecidas como a Spira, New Balance e Saucony (que eu mesmo conheci recentemente e ouvi dizer que eram muito bons!). A marca Spira, possui uma parceria com a Revista Contra Relógio e dá um desconto aos assinantes para a compra de tênis. Eu comprei um e estou surpreso. O tênis é um pouco mais pesado, mas me dá muito conforto durante os treinos, principalmente os mais longos. Bons treinos a todos!

sábado, 6 de abril de 2013

ACESSÓRIOS: CRONÔMETRO

                A partir de hoje, vou começar a série de postagens sobre os acessórios de corrida. Resolvi iniciar pelo cronômetro, pois este é mais simples de se falar a respeito. Para a postagem relativa aos tênis, pretendo ler um pouco do que a ciência tem para falar antes de colocar minha opinião com base apenas em “achismos”. Obviamente, a ideia é colocar a minha opinião a respeito de cada um dos acessórios. Elas podem divergir de outras pessoas (profissionais da saúde, corredores, treinadores, etc.), mas é importante que se haja sempre uma base teórica para discutir sobre qualquer assunto!
            Falando do que interessa, o cronômetro, em minha opinião é um acessório que QUALQUER pessoa que esteja TREINANDO corrida deve ter à mão. A explicação para isso é bem simples: o TREINAMENTO de corrida é tem por objetivo a melhora no desempenho. Ora, se o desempenho na corrida é definido pelo tempo (vence quem percorrer uma distância “X”, num menor tempo), então poder controlar o tempo é essencial.
           Mesmo quando falamos de corredores amadores, a lógica se repete: se um corredor quer treinar para correr uma determinada distância, o objetivo de todo treinamento é partir de um estado inicial para um estado melhor (caso contrário, algo está errado no treinamento). Por exemplo, se um atleta corre uma prova de 10km em 1 hora (10km/h) e quer correr em 50 minutos (12km/h), para isso é necessário treino e para isso é necessário saber a velocidade na qual ele corre em cada treino. Nesse caso, a manipulação das cargas de treinamento caberá a um educador físico, que é o profissional habilitado para treinar um indivíduo.
  No final das contas, tudo leva para uma palavrinha chamada “RITMO”, que para nós, corredores nada mais é do que o tempo gasto para percorrer 1km. Se temos um cronômetro à disposição, podemos saber nosso ritmo e com isso podemos realizar o treinamento da forma adequada. Alguns aparelhos possuem o cronômetro com a função “lap”, que possibilita zerar o tempo do cronômetro sem zerar o tempo total. Por exemplo, se o objetivo é correr 10km a 5 minutos/km (12km/h), a cada 1km pode-se iniciar uma nova “volta” e saber o tempo que está sendo gasto para percorrer cada km simultaneamente ao tempo total do exercício. A função “lap” para mim é muito importante, mas é possível se treinar apenas com um cronômetro simples ou até mesmo um relógio! O importante é sempre controlar o RITMO! Bons treinos!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ACESSÓRIOS DE CORRIDA


                No feriado da semana santa, viajei para o sítio de um tio da minha namorada. O sítio era próximo de Mateus Leme, apesar de ser num local um pouco afastado. No sábado, dia 30/03/2013, eu deveria fazer um treino longo, de aproximadamente 1 hora e 15 minutos. Como previsto, acordei cedinho (07:00) e após tomar um café da manhã bem típico da roça (cafezinho com broa) saí para “cumprir” meu treino. Na estrada de terra, comecei a correr para lá e para cá (indo e voltando), com medo de me afastar muito do sítio. Estava correndo em um “percurso” que tinha aproximadamente 1.800 metros, ou seja, eram muitas idas e voltas até completar os 75 minutos.
                Durante a corrida, comecei a pensar nos acessórios que hoje em dia eu utilizo para correr: alguns essenciais e outros úteis, mas não obrigatórios.  No fim das contas, resolvi fazer uma pequena seleção de acessórios para falar um pouco sobre eles aqui no blog. Quem sabe, não ajudo algumas pessoas que estão na dúvida sobre comprar ou não algum acessório específico. Vamos à lista:
                ACESSÓRIOS ESSENCIAIS:
- Tênis (e meias!)
- Shorts/ Calças
- Relógio com cronômetro
                ACESSÓRIOS NÃO OBRIGATÓRIOS:
- GPS
- Medidor de frequência cardíaca
- Aparelho de música
- Cinto de hidratação
- Meais de compressão
- Camisa leve
- Boné/ Viseira
- Óculos escuros
- Gel de carboidrato/ Isotônicos

                Ao longo das próximas semanas, vou falar especificamente de cada item citado. A ideia é dar minha opinião sobre a utilidade de cada um dos acessórios citados acima e quando for conveniente, buscar informações que suportem minhas opiniões. Bons treinos a todos!